Rei da Espanha critica ações de Israel em Gaza em rara declaração pública
O rei Felipe VI da Espanha condenou o “sofrimento indizível” dos palestinos em Gaza durante visita ao Egito, em rara crítica pública da monarquia espanhola, que geralmente evita intervenções políticas. Em pronunciamento a espanhóis residentes no Egito, o rei afirmou que o conflito, desencadeado pelo ataque terrorista contra Israel há quase dois anos, resultou em uma crise humanitária e na devastação de Gaza. Ele mencionou o sofrimento de “centenas de milhares de pessoas inocentes”. Felipe VI acrescentou que a Espanha e o Egito esperam contribuir para a coexistência pacífica e o diálogo no Oriente Médio. Apesar da postura geralmente neutra, o governo espanhol tem demonstrado crescente apoio a Gaza e condenação às ações militares de Israel. Em 2024, a Espanha, junto com Noruega e Irlanda, reconheceu formalmente o Estado Palestino. O primeiro-ministro Pedro Sánchez chamou as ações de Israel de “extermínio de um povo indefeso”, levando Israel a impedir a entrada de dois ministros espanhóis no país. A Espanha também convocou o embaixador israelense em Madri após o ministro das Relações Exteriores de Israel chamar Sánchez de “antissemita e mentiroso”, em resposta ao apelo do primeiro-ministro para que organizações esportivas considerassem a participação de Israel em competições internacionais.
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