Brasil em posição forte
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o Brasil está em “posição forte” para enfrentar os efeitos do choque nos preços de energia. As declarações foram feitas durante as reuniões de primavera do FMI, em Washington. Durigan alertou para os impactos da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã sobre a economia global. Além disso, destacou que o FMI revisou para baixo as projeções de crescimento global, enquanto a inflação tende a subir. “O aumento dos preços de energia e alimentos tende a corroer a renda real, reduzir o consumo e dificultar os processos de desinflação em curso”, afirmou.
Impactos da guerra no Oriente Médio
Por outro lado, o ministro ressaltou que os efeitos do novo choque são desiguais, atingindo com mais intensidade economias de baixa renda e países importadores de energia. Ele defendeu maior apoio das economias avançadas a nações mais vulneráveis e alertou para riscos adicionais, como uma eventual crise de refugiados e a intensificação da fragmentação geoeconômica. Em um cenário de espaço fiscal limitado em diversos países, Durigan defendeu a adoção de políticas macroeconômicas contracíclicas, quando viáveis, e reforçou a necessidade de cooperação internacional.
Resiliência da economia brasileira
Apesar do cenário externo adverso, Durigan afirmou que a economia brasileira reúne condições para absorver parte dos impactos. “A economia brasileira encontra-se em posição robusta para lidar com os efeitos significativos do choque global nos preços de energia”, disse. Segundo ele, a inflação no país tem convergido para a meta, em resposta a uma política monetária restritiva, o que permitiu ao Banco Central iniciar um ciclo de flexibilização. No campo externo, o ministro apontou que a alta dos preços do petróleo tende a ampliar o superávit comercial brasileiro, impulsionando as exportações líquidas.
Desafios e oportunidades
Durigan também destacou que investimentos em energias renováveis e biocombustíveis contribuíram para uma matriz energética “robusta e limpa”, reforçando a resiliência do país. Por outro lado, reconheceu riscos como possíveis restrições no acesso a fertilizantes, insumo essencial para o agronegócio, além da desaceleração da demanda global e de condições financeiras mais apertadas. O documento assinado por Durigan representa o posicionamento de um grupo de países no FMI, formado por Brasil, Cabo Verde, República Dominicana, Equador, Guiana, Haiti, Nicarágua, Panamá, Suriname, Timor-Leste e Trinidad e Tobago. Ao final, o ministro defendeu que o FMI deve monitorar de perto os impactos da guerra sobre a segurança energética e alimentar e manter-se “forte, ágil e adequadamente equipado” para responder aos desafios. Com alta no petróleo, governo acende alerta para evitar efeitos no Brasil. Com informações da Broadcast/Estadão Conteúdo.
Fonte da imagem: CNN Brasil























